GOVERNO PREVÊ NOVOS AUMENTOS DE IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO EM 2026 E PODE ARRECADAR ATÉ R$ 14 BI

Para fechar as contas de 2026, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) passou a contemplar uma receita extra de R$ 14 bilhões decorrente do aumento nas expectativas de arrecadação com o Imposto de Importação (II).

Última atualização: 08/12/2025

Alta é definido por comitê de ministérios e não precisa passar pelo Congresso Para fechar as contas de 2026, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) passou a contemplar uma receita extra de R$ 14 bilhões decorrente do aumento nas expectativas de arrecadação com o Imposto de Importação (II).

A projeção do governo considera um aumento na alíquota de alguns produtos, dos efeitos de decisões comerciais tomadas ao longo de 2025, além da alta nas importações no próximo ano.

A majoração do imposto de importação é definida pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex), um órgão colegiado de ministérios, e não depende de aval do Congresso, o que representa um alívio para a equipe econômica em meio à crise entre os Poderes.

Parte dos aumentos de alíquotas esperados para 2026 já está em análise no grupo técnico. A nova previsão de arrecadação com o imposto de importação foi incluída pela senadora professora Dorinha (União-TO), relatora de receita do PLOA, em seu parecer nesta quarta-feira.

O relatório foi aprovado na Comissão Mista do Orçamento (CMO). Em seu texto, Dorinha citou que o aumento de R$ 14 bilhões era decorrente da implementação, pelo governo, de medidas de defesa comercial pleiteadas pelo setor produtivo nacional, o que daria melhores "condições de concorrência".

Interlocutores do governo federal admitem, contudo, que a previsão de receita extra com II foi necessária para fechar o Orçamento do ano que vem, cuja meta é superavitária em R$ 34,3 bilhões, ou 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

A saída via Imposto de Importação se deu em virtude de frustração com iniciativas anteriores para aumentar a arrecadação, como foi o caso do próprio Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), em meio. Após forte reação negativa, o governo teve de recuar parcialmente na majoração do imposto.

Depois de uma negociação com o Congresso, propôs uma medida provisória (MP) como alternativa, mas que caducou após atuação da oposição na Câmara. Por fim, o governo conseguiu recuperar a limitação de compensações tributárias indevidas em outro projeto, e agora batalha para obter vitória na taxação de bets e fintechs, proposta já aprovada no Senado.

O saldo entre perdas e novas previsões de ganho chegou a uma alta de R$ 12,3 bilhões na receita bruta em 2026, frente a agosto, quando foi enviado o PLOA. Na receita líquida, após a transferência para estados e municípios, o ganho é de R$ 13,2 bilhões.

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Marlian

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